terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sexo no Cemitério



Todo dia, após largar o seu serviço, Vicente rumava para um bar que se localizava perto de sua casa. Encontrava-se com os seus amigos e bebia até o diabo dizer chega.
Sentado em sua mesa, rodeada de amigos, Vicente enxergou uma linda mulher que bebia sozinha no balcão do bar. Não era a primeira vez que Vicente a viu ali, sozinha e visivelmente triste, já tinha lhe visto outra vez, se não se enganava parecia ser na noite passada. Achou ela tesuda demais, porém não teve coragem de ir até lá e lhe galantear. 
Naquela noite, porém, Vicente tomou coragem, assim como várias doses de conhaque, e foi até a linda moça de triste aparência para arriscar uma paquera.
- Boa noite, moça. Permita-me sentar ao seu lado? – Disse educadamente Vicente.
- Fique a vontade. – Respondeu a moça.
- Sempre lhe vejo por aqui. Moras aqui perto? – Disse Vicente.
- Sim. Bem aqui próximo. – Disse a moça.
- Nunca lhe vi antes. – Disse Vicente.
- Sou novata aqui. Faz poucos dias que cheguei. – Concluiu a moça.
- Muito prazer, meu nome é Vicente.
 - Prazer.
-Como você se chama?

- Isso importa! - Disse ela.
Vicente levantou duas vezes sua sobrancelha e disse:
- Realmente não. Você não quer ir para outro lugar?  - Perguntou ele com o coração palpitando por sexo.
- Sim.  – Disse a moça.
Segurando a mão da moça, Vicente retirou-se do bar e saiu para a rua em rumo a um motel mais próximo.
A moça estava gelada. De fato que fazia um frio intenso, mas a sua temperatura era bastante fora do normal. Vicente nem deu a mínima para isto, pois julgava que a moça estava apenas nervosa.
Chegando próximo a um cemitério, a moça fez uma proposta inesperada a Vicente. Disse-lhe que tinha uma fantasia sexual: transar dentro de um cemitério. Vicente não gostou da proposta, mas quando viu que a moça lhe fazia menção de desistir de tudo, ele aceitou prontamente.
A moça deitou-se em um túmulo e começou a se despir. Vicente vislumbrou a linda moça e ficou encantado. De fato a moça era muito atraente. Lentamente também foi se despindo. A moça já o chamava freneticamente em cima de um túmulo. “Vem me possuir, garanhão”, dizia ela. Nunca ele poderia imaginar que a moça era tão louca daquele jeito. Gritava chamando-o para que este a comesse logo. Vicente deitou-se em cima dela e é escusado dizer os detalhes daquela transa.
O clima estava bom, até que a moça pediu algo que ele jamais imaginaria que ela pedisse. Era algo doentio. A mulher pediu para que ele destampasse o túmulo com o qual eles estavam deitados, e de lá tirasse o cadáver para que eles mantivessem relação com ele.
- Você está louca? –  Redarguiu ele.
- O defunto é fresco. – Disse ela.
A eloquência da moça, bem como a sua beleza cativante, convencera Vicente que fez tudo aquilo o que ela pedira.
De fato, o corpo ainda estava em bom estado. Parecia ter sido enterrado há quatro dias. Era de uma mulher.
Nunca Vicente imaginaria se vendo a cometer tal ato. A necrofilia era algo que o próprio repudiava.
Vicente, então, fez sexo com o defunto.
De repente uma luz foi posta em sua direção. Vicente olhou para aquele clarão e viu a mulher desaparecer. Ele estava realmente ébrio. A luz era da lanterna do coveiro que viera ver o que estava acontecendo no jazigo.
A cena que o coveiro viu não lhe deixou tão admirado. O que mais lhe deixou pasmo foi ver o homem praticar sexo oral com o cadáver.
- O que você está fazendo aí, amigo? – Perguntou o coveiro.
- Nada. Apenas sexo. – Disse Vicente.
- Mas com um cadáver? – Disse o coveiro.
- Foi à moça que me instigou.  – Disse Vicente.
- Que moça, cara. Só vejo um defunto aí.
Vicente olhou para um lado, olhou para o outro e, meio atordoado sem saber onde estava, viu a foto da mulher no jazigo em que ele estava deitado, e disse:
- É essa mulher aí da foto.
-  Mas essa mulher já morreu. – Disse o coveiro.

-Impossível! Transamos agora a pouco. Ela que me trouxe até aqui.

- Não invente, seu doente. Você transou com o seu defunto.
- Ai que merda! – Disse Vicente.


por Patrick Santos 









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